Portugal fora da guerra de Trump e Netanyahu

Para:
Presidente da Assembleia da República
Primeiro-Ministro
Ministro dos Negócios Estrangeiros

Exigimos ao governo de Portugal que:

• Condene a agressão ilegal ao Irão por parte de Israel e dos Estados Unidos da América;

• Proíba o uso de infraestruturas e do espaço aéreo português para qualquer tipo de apoio aos ataques;

No dia 28 de fevereiro, as forças armadas dos Estados Unidos da América e de Israel bombardearam o Irão. Cerca de 200 aviões de combate atacaram perto de 500 alvos por todo o Irão numa das maiores operações militares da história da Força Aérea israelita.

Benjamin Netanyahu e Donald Trump prepararam o ataque “ao longo de meses”, segundo as próprias Forças de Defesa de Israel. Agora, reivindicam o assassinato do líder do Irão, enquanto são denunciados ataques a alvos civis como escolas.

A operação “Fúria Épica” constitui uma clara violação do direito internacional. No dia 18 de fevereiro, foi registado o aumento do movimento de aeronaves militares na Base das Lajes, nos Açores. Confrontado com o facto de esse movimento constituir uma violação do acordo das Lajes, o ministro dos Negócios Estrangeiros disse que os voos foram objeto de “autorização tácita”.

Com essa posição, o Governo português tornou Portugal cúmplice no ataque ilegal dos Estados Unidos da América e de Israel ao Irão. Um ataque que não serve a democracia nem a paz.

Apoiar a oposição democrática iraniana é o oposto de bombardear o seu país e o seu povo. Portugal deve tomar posição pela paz e contra o imperialismo dos Estados Unidos da América.

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