Um Chamado ao Banco Interamericano de Desenvolvimento para que se Comprometa com Energia Limpa
Banco Interamericano de Desenvolvimento
Apoiado por
Para:
Banco Interamericano de Desenvolvimento
De:
[Seu Nome]
Prezado Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID),
Em nome do Grupo de Trabalho sobre o BID, The Climate Reality Project e dos nossos milhões de aliados ao redor do mundo, instamos o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) a encerrar imediatamente o financiamento a todos os combustíveis fósseis e a investir em energia limpa e justa, liderando assim o caminho para o cumprimento da meta do Acordo de Paris de limitar o aquecimento global a 1,5°C.
Acreditamos que o BID está em uma posição única para impulsionar a mudança sistêmica global necessária para enfrentar a crise climática. Saudamos os compromissos importantes assumidos pelo BID em seu Plano de Ação de Mudança do Clima 2021–2025, no qual reconhece que as mudanças climáticas representam uma ameaça significativa ao progresso social e econômico da região, e se compromete a ampliar o financiamento para a redução de emissões em projetos apoiados, bem como a colaborar com os países em ações de mitigação e adaptação climática. Também apoiamos a proposta de que bancos de desenvolvimento financiados com recursos públicos comprem empréstimos existentes de projetos verdes em países pobres, o que permitiria alavancar investimentos do setor privado.
Apesar desses avanços, a gravidade da crise climática exige que o BID amplie de forma imediata e urgente a escala de sua atuação. Apoiamos fortemente o avanço contínuo na implementação do Acordo de Paris por meio de políticas eficazes e incentivamos ações ainda mais ambiciosas.
Em particular, instamos o BID a adotar os seguintes nove passos essenciais:
1. Que o papel de catalisador regional vá além da função de facilitador financeiro e priorize a justiça social, climática e ambiental.
2. Desenvolver um plano de ação energética com metas claras, indicadores, critérios de exclusão e processos participativos, que oriente as estratégias de investimento na região.
3. Elaborar uma taxonomia energética que exclua de forma total e inequívoca as tecnologias fósseis, com critérios baseados em direitos humanos e nas necessidades locais. Garantir que a taxonomia sirva como guia para a tomada de decisões entre projetos de energia limpa e demais.
4. Desenvolver o Plano de Ação do Grupo BID sobre Mudança do Clima com uma abordagem integrada, vinculada ao setor energético e alinhada aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável e ao Acordo de Paris.
5. Fortalecer a aplicação de salvaguardas e garantir acesso à informação e participação efetiva de comunidades, povos indígenas e demais partes interessadas, por meio de um processo contínuo e sistemático.
6. Assegurar acompanhamento e supervisão rigorosos dos projetos com participação do setor privado, garantindo o cumprimento de padrões sociais, ambientais, climáticos e de direitos humanos, com ênfase em mecanismos de monitoramento comunitário, especialmente em projetos de Categoria A.
7. Ao revisar as Estratégias de País, incluir de forma ampla a perspectiva de uma Transição Energética Justa, com indicadores claros, mecanismos de monitoramento e coerência na implementação.
8. Fortalecer a perspectiva comunitária no desenho e implementação dos projetos, reconhecendo impactos diferenciados por gênero, etnia e território, e promovendo modelos energéticos descentralizados.
9. Redefinir a abordagem do Grupo BID sobre a mineração para a transição energética, priorizando os benefícios regionais e o bem-estar das comunidades e ecossistemas.
Com o décimo aniversário do Acordo de Paris se aproximando, a janela de oportunidade para alcançar suas metas está se fechando rapidamente. Uma ação decidida por parte do BID pode inspirar países e outras instituições financeiras a assumirem compromissos ambiciosos nas negociações financeiras da COP30, viabilizando uma expansão acelerada da energia limpa e uma ação climática efetiva em um momento decisivo.
Encorajamos o BID a continuar ampliando o financiamento climático público e garantindo o acesso a esses recursos. Não há tempo a perder.